Pacientes com determinados tipos de câncer no Distrito Federal passam a contar com uma nova opção de tratamento na rede pública de saúde. O Hospital de Base iniciou a realização de transplantes de medula óssea pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando a assistência a pessoas que necessitam dessa intervenção. O primeiro procedimento foi realizado em 8 de outubro.
O atendimento inaugural beneficiou um homem de 54 anos diagnosticado com mieloma múltiplo. Ele recebeu células-tronco coletadas do próprio organismo, técnica conhecida como transplante autólogo. Após 15 dias de internação, o paciente recebeu alta hospitalar, sem registro de complicações graves, e continuará sob acompanhamento da equipe de saúde.
A incorporação do transplante à rotina do Hospital de Base busca ampliar o acesso a tratamentos especializados. Antes da implantação do serviço, os pacientes atendidos pela unidade dependiam da disponibilidade de vagas organizada pela Central Estadual de Transplantes para realizar a intervenção.
A meta inicial é atender de dois a quatro pacientes por mês. A programação contempla principalmente pessoas com mieloma múltiplo e alguns tipos de linfoma, conforme a indicação clínica.
No transplante autólogo, as células-tronco do próprio paciente são utilizadas para ajudar a restabelecer a produção de células sanguíneas após etapas intensivas do tratamento. Essa técnica é indicada para doenças específicas e pode contribuir para manter a enfermidade sob controle por mais tempo.
No caso do mieloma múltiplo, entretanto, o transplante não significa necessariamente a eliminação definitiva do câncer. O objetivo é prolongar o controle da doença e contribuir para a qualidade de vida do paciente, dentro de um plano terapêutico acompanhado por especialistas.
A realização do primeiro transplante marca uma nova etapa na assistência oferecida pelo Hospital de Base, com a incorporação de uma terapia de alta complexidade à rede pública de saúde do Distrito Federal, por meio do SUS.
