Celina detalha propostas para o Entorno e anuncia expansão de atendimento em saúde mental

Candidata prevê parceria com Goiás para o transporte público e abertura de novos Centros de Atenção Psicossocial

A criação de um modelo compartilhado para administrar o transporte público entre o Distrito Federal e Goiás está entre as medidas que a governadora Celina Leão (PP) pretende tirar do papel em 2027. Durante sabatina do Metrópoles nesta sexta-feira (23), a candidata à reeleição afirmou que já tratou do assunto com Daniel Vilela (MDB), governador eleito de Goiás, e que ambos assumiram o compromisso de avançar na proposta.

O planejamento prevê uma atuação conjunta dos governos estaduais para enfrentar os problemas do transporte que atende moradores do Entorno goiano que se deslocam diariamente para trabalhar no DF. Celina considera que o preço das tarifas pesa no orçamento dos passageiros e pode se tornar um obstáculo para quem depende dos ônibus para manter sua rotina profissional.

A governadora explicou que o projeto foi pensado inicialmente com a participação da União, além dos governos do DF e de Goiás. Sem a adesão federal, porém, a alternativa passou a ser conduzir a iniciativa apenas entre os dois governos. A previsão de implantação em 2027, segundo ela, está condicionada à organização dos recursos e à previsão orçamentária.

Entre os resultados esperados estão a redução dos custos das passagens e a melhoria da frota utilizada pelos passageiros. Celina também apontou que as prefeituras da região enfrentam dificuldades para manter os subsídios ao sistema e defendeu que os estados assumam maior responsabilidade na construção de uma solução.

Na sabatina, a candidata também apresentou planos para a área de saúde mental. Ela afirmou que pretende ampliar o programa de internação involuntária humanizada e inaugurar novos Centros de Atenção Psicossocial (Caps). Ao abordar o atendimento a pessoas em crise associada ao uso de drogas, Celina defendeu que essas situações não sejam tratadas exclusivamente como casos de segurança pública. A governadora argumentou que a internação pode ser uma alternativa quando houver risco à vida, respeitadas as condições legais para a medida.

A articulação política também foi mencionada pela candidata como um instrumento para viabilizar projetos e ampliar a captação de recursos para o Distrito Federal. Celina declarou ter maioria na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) e na Câmara dos Deputados, além de contar com apoio no Senado. Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL), eleitas para a Casa, integram o grupo político da governadora, assim como a senadora Damares Alves (Republicanos), eleita em 2022.

A três dias do segundo turno, Celina também falou sobre a expectativa de votação no Plano Piloto. A candidata disse acreditar que poderá ampliar seu desempenho nas asas Sul e Norte, citando intervenções realizadas nessas regiões durante sua gestão. Ela também atribuiu essa expectativa à nova configuração da disputa, que ficou restrita a ela e ao adversário Leandro Grass (PT), após o primeiro turno, que contou com outros concorrentes, entre eles Kiko Caputo (Novo) e Paula Belmonte (PSDB).

A votação que definirá o próximo governador do Distrito Federal está marcada para domingo (25).

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