Ronaldo Caiado (PSD) defendeu que o Brasil encerre as disputas em torno dos atos de 8 de janeiro por meio de uma anistia. Durante sabatina da TV Globo, na última terça-feira (25), o candidato à Presidência afirmou que levará a proposta ao Congresso Nacional caso seja eleito.
Para Caiado, prolongar o embate político em torno do episódio contribui para manter o país dividido. Ao defender a proposta, ele citou os 38 milhões de brasileiros que não compareceram às urnas na última eleição e argumentou que a população está cansada do confronto entre grupos adversários. “Precisamos encerrar esse ciclo de polarização. O país não pode continuar vivendo em um ambiente de confronto e revanche. É hora de buscar a pacificação”, afirmou.
Caiado também recorreu à história brasileira para sustentar a defesa da anistia. Segundo ele, a medida já foi adotada em diferentes períodos, desde o Império. O candidato mencionou ainda a decisão de Juscelino Kubitschek de conceder anistia mesmo depois de enfrentar uma tentativa de golpe. Ele também ressaltou que nunca contestou resultados eleitorais e se definiu como democrata.
A proposta não ficaria restrita aos participantes que invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes. Questionado sobre financiadores, incitadores, militares, autoridades condenadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e o ex-presidente Jair Bolsonaro, Caiado confirmou que todos seriam contemplados. “A anistia precisa valer para todos. Tem que ser ampla, geral e irrestrita”, declarou.
O candidato também estabeleceu um paralelo com a trajetória judicial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Caiado mencionou as condenações do petista no âmbito da Operação Lava Jato e lembrou que elas foram posteriormente anuladas pelo STF após decisões relacionadas à competência da Justiça Federal do Paraná.
Na avaliação do presidenciável, o país precisa adotar uma solução definitiva também para as consequências políticas e judiciais dos atos de 8 de janeiro. Segundo ele, a anistia permitiria encerrar esse capítulo e evitar que o episódio continue alimentando a disputa política nacional. “Resolve-se essa questão e encerra-se o assunto. O Brasil precisa seguir adiante”, disse.
