Celina aposta em chapa feminina e chama candidatura de Michelle de marco político

Candidata à reeleição diz que formação da aliança consolida trajetória de incentivo à presença de mulheres em cargos eletivos

A convenção da Federação União Progressistas, realizada no último domingo (2), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, foi marcada por um discurso de Celina Leão (PP) em defesa do fortalecimento da participação feminina na política. Candidata à reeleição ao Governo do Distrito Federal, a governadora afirmou que a composição da chapa representa um momento inédito de protagonismo feminino na disputa eleitoral.

Ao comentar a formação da aliança, Celina destacou as candidaturas de Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL) ao Senado e afirmou que a presença das duas parlamentares simboliza uma construção política iniciada anos atrás. Segundo ela, ampliar o espaço ocupado por mulheres em cargos eletivos sempre esteve entre suas prioridades.

Durante o discurso, a governadora relembrou o apoio dado à eleição da senadora Damares Alves e disse que vê a atual composição como resultado desse trabalho. “Eu trabalhei a vida inteira para que mulheres participassem da política. É muito importante ter a Michelle e a Bia como candidatas. Ter essas duas agora é um sonho para mim, pois teremos três mulheres em uma chapa”, afirmou.

Celina também fez referência ao candidato a vice-governador, Gustavo Rocha, destacando sua experiência na administração pública e classificando o aliado como um nome preparado para integrar a chapa majoritária.

Nos bastidores da convenção, a governadora revelou que Michelle Bolsonaro analisou, por um período, a possibilidade de disputar o Senado antes de confirmar a candidatura. Segundo Celina, a ex-primeira-dama conversou com o ex-presidente Jair Bolsonaro antes de tomar a decisão definitiva.

A candidata à reeleição afirmou, ainda, que a participação de Michelle na campanha deverá ocorrer de forma diferente da registrada nas eleições anteriores. De acordo com Celina, a agenda da ex-primeira-dama será adaptada ao longo da disputa, o que poderá reduzir sua presença em parte dos compromissos presenciais, sem alterar sua atuação como um dos principais nomes da aliança.

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