A votação de Celina Leão (PP) no primeiro turno deu à governadora uma posição de vantagem para iniciar a nova etapa da disputa pelo Palácio do Buriti. Com 49,93% dos votos válidos, ela ficou a aproximadamente 170 votos de conquistar a reeleição sem precisar disputar um segundo turno.
O resultado levou a campanha a acelerar as conversas com lideranças e grupos políticos que podem fortalecer a candidatura na segunda etapa. Nesta segunda-feira (5), Celina reuniu aliados no comitê instalado no SIA, em um encontro que contou com a presença de Michelle Bolsonaro, Bia Kicis e do deputado federal eleito Thiago Manzoni. Paulo Octávio, presidente do PSD-DF, também esteve presente.
A composição do encontro reforçou a aproximação da governadora com o campo político de direita. Celina também começou a procurar candidatos que participaram do primeiro turno para ampliar sua base. Um dos primeiros contatos foi com Kiko Caputo (Novo), com quem pretende se reunir nos próximos dias. “Hoje eu liguei para o Kiko, que é uma pessoa de direita. Ficamos de tomar um café. Brasília vai se alinhar do lado certo”, afirmou Celina.
A governadora também identificou uma possibilidade de crescimento na própria votação. Cerca de 26 mil eleitores digitaram o número 22 para governador e tiveram o voto invalidado. Celina concorre pelo número 11, enquanto o 22 é associado ao PL, partido de Michelle Bolsonaro e Bia Kicis.
Durante a reunião com lideranças, Celina destacou a ocorrência e indicou que a campanha vai reforçar a comunicação sobre o número utilizado por sua candidatura. “Tivemos muitos votos 22 para governadora”, disse.
A expectativa é que a campanha consiga transformar parte desse eleitorado em votos válidos no segundo turno, ao mesmo tempo em que preserve a parcela que já escolheu a governadora. Celina afirmou que o trabalho será concentrado em “continuar mostrando nosso número correto” e conversar com quem esteve ao lado dela na primeira etapa.
O desempenho da base de Celina nas eleições para o Legislativo também é considerado um ativo político para a segunda etapa. O grupo elegeu a maioria dos deputados distritais, além da maioria da bancada federal do Distrito Federal e das duas senadoras.
A próxima legislatura, no entanto, terá uma oposição um pouco maior na Câmara Legislativa. Seis parlamentares ligados à esquerda ou que podem se posicionar contra o governo foram eleitos, levando o grupo de oposição de seis integrantes na atual composição para sete a partir da próxima legislatura.
Com a disputa agora reduzida a dois nomes, Celina inicia a campanha pelo segundo turno com uma votação próxima de 50%, uma base política fortalecida e novas negociações em andamento. O desafio será ampliar esse eleitorado sem perder a vantagem construída no primeiro turno.
