DF consolida queda da criminalidade e mira liderança nacional em segurança

Estratégia baseada em dados e integração mantém capital na segunda posição no ranking

O Distrito Federal aparece novamente entre os destaques nacionais quando o assunto é segurança pública. Com indicadores em queda e uma política baseada em integração, a capital mantém a segunda colocação entre as mais seguras do país, segundo dados do 2º Anuário divulgado pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal.

Um dos principais pontos do levantamento é a redução dos homicídios, que atingem um dos menores patamares já registrados na série histórica local. O resultado vem acompanhado de outro dado relevante: o DF segue com a menor taxa de mortes por intervenção policial do Brasil, consolidando um modelo que prioriza o uso responsável da força e a qualificação constante dos agentes.

À frente da pasta, o secretário interino Alexandre Patury atribui o desempenho a uma estratégia que combina inteligência, presença territorial e participação da sociedade. “O que temos hoje é fruto de planejamento contínuo e ações articuladas. Não se trata apenas de policiamento, mas de um esforço conjunto que envolve prevenção, diálogo com a comunidade e decisões baseadas em dados”, afirmou.

Um exemplo dessa atuação orientada por evidências foi a identificação de um padrão de crimes em distribuidoras durante a madrugada, especialmente aos fins de semana. A partir desse diagnóstico, houve ajuste nas regras de funcionamento desses estabelecimentos, o que contribuiu para uma redução expressiva das ocorrências nesse contexto.

A atuação das forças de segurança também tem sido direcionada para áreas com maior incidência criminal, com reforço de abordagens, apreensões de armas brancas e operações específicas em regiões como Asa Norte, Taguatinga e Ceilândia. O impacto já aparece nos números mais recentes: nos primeiros meses de 2026, o DF contabiliza cerca de 30 homicídios a menos na comparação com o mesmo período do ano anterior.

O anuário traz ainda um panorama ampliado da criminalidade ao incluir, nesta edição, dados sobre crimes patrimoniais ao longo dos últimos dez anos. No caso dos roubos em comércio, houve recuo de 29% em 2025, com sete regiões administrativas sem registros desse tipo de ocorrência. Apesar disso, os dados mostram concentração em áreas específicas, o que tem orientado o planejamento das ações policiais.

Já o roubo de veículos apresentou queda de 16% no último ano, totalizando 860 registros, contra 1.018 no período anterior. Na última década, a redução acumulada chega a 85%, um indicador considerado estratégico para medir a dinâmica da criminalidade.

De acordo com o subsecretário de Gestão da Informação, George Couto, esse tipo de crime serve como parâmetro confiável por envolver, na maioria dos casos, registro obrigatório. “É um dado que reflete com mais precisão o comportamento da criminalidade. Além disso, a queda nos roubos ao comércio também está ligada a mudanças no cotidiano, como a digitalização dos pagamentos e o aumento de mecanismos de segurança”, explicou.

Com foco em inteligência, integração entre instituições e participação social, o Distrito Federal segue avançando em um modelo de segurança que alia repressão qualificada e prevenção, com reflexos diretos tanto nos indicadores quanto na percepção de segurança da população.

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