A presença do Estado no enfrentamento às vulnerabilidades sociais ganhou uma nova configuração no Plano Piloto. O Programa Acolhe DF passou a atuar de forma mais próxima da comunidade, com ações dentro das quadras da Asa Sul e da Asa Norte que ampliam o diálogo com moradores e lideranças locais e facilitam o acesso da população à rede de acolhimento.
A iniciativa, conduzida pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), aposta na atuação direta no território para tornar mais transparente o funcionamento da política voltada a pessoas em situação de rua ou que enfrentam dependência de álcool e outras drogas. Nos encontros comunitários, equipes técnicas apresentam os fluxos de atendimento, esclarecem dúvidas e orientam sobre como acionar os serviços disponíveis.
Como parte desse novo formato, foi instalada uma base móvel de atendimento na quadra 402 Norte. O ponto funciona durante a semana como canal direto de orientação presencial para moradores, comerciantes e familiares que buscam entender como acessar o suporte social. A estrutura deve acompanhar o calendário das reuniões e ser deslocada conforme a expansão das ações para outras áreas do Plano Piloto.
Segundo a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, a atuação mais próxima do cotidiano das regiões fortalece a efetividade da política pública. “A presença no território permite que o acolhimento deixe de ser apenas uma informação distante e passe a ser uma alternativa real para quem precisa. Ao mesmo tempo, ouvimos as demandas da comunidade e conseguimos ajustar a atuação de forma mais rápida e eficiente”, destacou.
A aproximação também contribui para reduzir incertezas sobre como agir diante de situações de vulnerabilidade social. Ao compreender que existe um processo estruturado e voluntário de encaminhamento, a população passa a enxergar o programa como um instrumento de apoio concreto.
Enquanto as reuniões com a comunidade avançam, as equipes do Acolhe DF seguem realizando abordagens em áreas comerciais e residenciais. Quando acionados, os profissionais prestam atendimento imediato e apresentam as possibilidades de acolhimento. Caso haja adesão, o encaminhamento pode ser feito para comunidades terapêuticas parceiras.
Nesses espaços, os acolhidos recebem acompanhamento especializado, suporte psicossocial e tratamento voltado à reconstrução de vínculos e à retomada da autonomia. Mais do que uma resposta emergencial, o acolhimento se consolida como porta de entrada para processos de reinserção social, com foco na recuperação e na construção de novos projetos de vida.
