O reforço nas cirurgias oftalmológicas pelo OperaDF tem acelerado o atendimento a pacientes que aguardavam na fila do Sistema Único de Saúde no Distrito Federal. Em um único dia, 20 procedimentos de catarata foram realizados no Hospital de Olhos do DF, resultado direto da ampliação da capacidade cirúrgica promovida pelo programa.
Entre fevereiro e abril deste ano, mais de 400 cirurgias na área dos olhos já foram realizadas. A iniciativa do Governo do Distrito Federal conta com investimento de R$ 22 milhões, viabilizado por emenda parlamentar do deputado Rafael Prudente, e tem como meta ultrapassar 6,5 mil procedimentos oftalmológicos. Até agora, cerca de 1,5 mil cirurgias já foram autorizadas.
Os atendimentos incluem desde o implante de lente intraocular, técnica mais comum para correção da catarata, até procedimentos mais complexos, como a vitrectomia. Esse tipo de cirurgia é indicado para casos de descolamento de retina, hemorragia intraocular e também para a retirada de corpos estranhos dentro do olho, situações que exigem intervenção especializada e rápida.
O impacto do programa também aparece na escala geral das cirurgias. Entre setembro de 2025 e março de 2026, o OperaDF já ultrapassou 23 mil procedimentos realizados, somando atendimentos feitos na rede pública e em hospitais privados contratados, além da atuação de anestesistas da rede particular. A estratégia tem como foco reorganizar a fila e ampliar a oferta de cirurgias eletivas em diferentes especialidades, como vascular, geral, urológica, de cabeça e pescoço e oftalmológica.
Para os pacientes, a mudança tem significado redução no tempo de espera e retomada da qualidade de vida. A aposentada Maria de Lourdes Souza, de 70 anos, contou que já havia passado por uma cirurgia no olho esquerdo há cerca de duas décadas, mas voltou a apresentar dificuldades recentes, especialmente para ler letras pequenas e identificar ônibus à distância.
Segundo ela, após procurar atendimento médico no início do ano, foi encaminhada ao oftalmologista, onde recebeu o diagnóstico de catarata avançada no olho direito. A partir daí, entrou na regulação e foi chamada para o procedimento em pouco tempo.
Já a aposentada Lucídia Marinho, de 80 anos, destacou a rapidez no atendimento e o acolhimento da equipe. Ela relatou que foi avisada praticamente na véspera da cirurgia e afirmou estar satisfeita com o serviço recebido. Em suas palavras, disse estar muito contente por ter sido chamada e confiante de que, após o procedimento, conseguirá enxergar melhor e retomar suas atividades com mais autonomia.
Com a ampliação das cirurgias e a integração entre as redes pública e privada, o GDF aposta na continuidade do OperaDF para reduzir gargalos históricos e garantir mais agilidade no acesso a procedimentos que, em muitos casos, são decisivos para a qualidade de vida da população.
