Horas depois de um protesto terminar com o muro da Embaixada dos Estados Unidos pichado e uma bandeira norte-americana em chamas, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) localizou, no centro de Brasília, um homem suspeito de integrar o grupo responsável pela ação.
A abordagem ocorreu no Conic, nesta quinta-feira (13). O suspeito estava com um Fiat Cronos que chamou a atenção dos investigadores após a análise de imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades da representação diplomática.
As gravações indicaram que cerca de oito pessoas estiveram no local durante o protesto, realizado pela manhã no Setor de Embaixadas Sul. A polícia também identificou dois veículos que teriam dado suporte à ação: o Cronos localizado posteriormente e uma van. Segundo a PMDF, ambos eram alugados.
Durante a vistoria realizada após a abordagem, os militares encontraram uma caderneta. O material passou a integrar a apuração porque, de acordo com a corporação, contém registros que podem estar relacionados à organização do ato.
O motorista foi detido e apresentado na 1ª Delegacia de Polícia, na Asa Sul. O automóvel e o material encontrado pelos policiais também foram apreendidos.
Enquanto a polícia tenta localizar os demais participantes, dois movimentos assumiram publicamente a realização do protesto. O MST informou que integrantes da Juventude do movimento e do Levante Popular da Juventude participaram da mobilização contra a política externa norte-americana.
A manifestação ocorreu por volta das 8h. Uma das frases deixadas no muro dizia que os Estados Unidos “fazem guerra e lucram com a morte”. A mensagem também foi escrita em inglês.
Os participantes ainda atearam fogo em uma bandeira dos Estados Unidos. As chamas atingiram parte da vegetação próxima ao muro.
Com um suspeito identificado, a investigação se concentra agora na localização dos demais envolvidos e na definição da responsabilidade de cada participante. A perícia deverá produzir laudos para complementar os elementos já reunidos pelas autoridades.
A Embaixada dos Estados Unidos classificou o vandalismo como “inaceitável” e informou que coopera com as autoridades brasileiras responsáveis pelo caso. Os serviços consulares não foram afetados e continuam funcionando normalmente.
