Nunes Marques assume presidência do TSE em cerimônia marcada por articulações políticas no DF

Posse em Brasília reuniu autoridades dos Três Poderes, além de lideranças ligadas às eleições de 2026 no Distrito Federal

A cerimônia de posse do ministro Nunes Marques no comando do Tribunal Superior Eleitoral transformou Brasília, na noite da última terça-feira (12), em ponto de encontro de autoridades do Judiciário e de lideranças políticas que já se movimentam de olho nas eleições de 2026. O magistrado assume a Corte no lugar da ministra Cármen Lúcia e ficará à frente do tribunal até maio de 2027.

O evento reuniu nomes ligados tanto ao governo federal quanto à oposição. Entre os representantes do Distrito Federal estavam a governadora Celina Leão (PP) e o ex-governador Ibaneis Rocha. A chefe do Executivo local esteve acompanhada da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e da senadora Damares Alves, duas figuras que aparecem no cenário político do DF como possíveis candidatas em 2026.

Na ala reservada às autoridades também estavam a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, e Viviane Barci. A presença de representantes de diferentes grupos políticos conferiu tom institucional e simbólico à solenidade realizada na capital federal.

Durante a posse, Ibaneis Rocha afirmou que o novo presidente do TSE assume a função em um momento de grande responsabilidade para o país. “O Brasil atravessa um período que exige equilíbrio, firmeza institucional e respeito à Constituição”, declarou. Segundo ele, a atuação de Nunes Marques deve contribuir para preservar a estabilidade democrática e fortalecer a confiança nas instituições eleitorais.

Indicado ao Supremo Tribunal Federal pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, o ministro terá ao seu lado, na vice-presidência do TSE, o magistrado André Mendonça. A solenidade contou ainda com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do presidente da Câmara, Hugo Motta, e do presidente do STF, Edson Fachin.

Ao discursar, Nunes Marques reforçou a credibilidade do modelo eleitoral brasileiro e defendeu o papel das urnas eletrônicas no processo democrático. O ministro afirmou que o sistema de votação do país representa uma conquista institucional e ressaltou que é por meio do voto “direto, secreto, universal e periódico” que a população expressa suas expectativas e decide os rumos do Brasil.

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