Fiscalização da Receita rende R$ 146,7 milhões aos cofres do Distrito Federal

Ações concentradas no Aeroporto JK e nas estradas intensificaram o combate à sonegação e elevaram a recuperação de créditos tributários

A intensificação da fiscalização tributária sobre cargas que chegam ao Distrito Federal garantiu um reforço de R$ 146,7 milhões aos cofres públicos no primeiro semestre deste ano. O resultado foi alcançado após a Receita do DF ampliar as operações no Aeroporto Internacional de Brasília e nas principais rodovias de acesso à capital para identificar mercadorias com pendências fiscais e combater esquemas de sonegação.

Os dados da Secretaria de Economia mostram que a maior parte da arrecadação, R$ 131 milhões, veio da recuperação de créditos tributários relacionados à importação de produtos, especialmente dos setores farmacêutico, químico e de informática. Outros R$ 15,7 milhões foram recolhidos durante fiscalizações no transporte terrestre de cargas.

O desempenho integra a estratégia do governo para aumentar a receita própria e reduzir o desequilíbrio nas contas públicas. A equipe econômica trabalha com a expectativa de elevar a arrecadação em R$ 2 bilhões até o fim de 2026, movimento considerado essencial para diminuir o déficit orçamentário e dar mais fôlego às finanças do Distrito Federal.

Segundo o secretário de Economia, Valdivino de Oliveira, a ampliação das fiscalizações tem permitido recuperar valores que deixavam de ingressar nos cofres públicos em razão de irregularidades tributárias. Ele afirmou que, caso o crescimento da arrecadação seja acompanhado por medidas de contenção de despesas, o governo poderá reverter o déficit e voltar a operar com equilíbrio fiscal.

Além das abordagens presenciais em postos de fiscalização, a Receita do DF investe em tecnologia para identificar operações suspeitas. Sistemas de inteligência fiscal cruzam informações de notas fiscais, documentos de transporte e registros eletrônicos para localizar inconsistências e apontar indícios de fraude.

Entre as práticas mais recorrentes encontradas pelos auditores estão o transporte de mercadorias desacompanhadas da documentação exigida, a utilização de documentos fiscais irregulares, a simulação de operações comerciais e as tentativas de ocultar produtos para reduzir ou evitar o pagamento de tributos.

A avaliação da Secretaria de Economia é de que o reforço nas ações de fiscalização continuará ao longo do segundo semestre, com foco na recuperação de créditos tributários e na redução da evasão fiscal, sem aumento de impostos.

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