A adesão dos moradores do Distrito Federal à campanha de multivacinação avançou neste ano. O Dia D, realizado no último sábado (22), levou 21.960 pessoas aos pontos de atendimento, movimento 15,4% maior que o registrado na mobilização de 2025. Ao longo do dia, 12.775 pessoas deixaram os locais com pelo menos uma dose aplicada.
O resultado também representa crescimento no número de imunizados. Em relação ao Dia D do ano passado, houve alta de 13,8% entre aqueles que receberam alguma vacina.
A operação foi montada para facilitar o acesso da população em diferentes regiões do DF. Foram abertos 109 pontos, não apenas em unidades básicas de saúde (UBSs), mas também em feiras, escolas-classe e outros espaços. Cerca de 1,5 mil servidores participaram da mobilização.
Crianças e adolescentes concentraram boa parte do movimento. Dos 11.311 menores de 15 anos levados aos locais de vacinação, 6.360 precisaram receber pelo menos uma dose. O grupo de 10 a 14 anos respondeu pelo maior número de imunizados, seguido pelas crianças de 5 a 9 anos.
A procura também serviu para colocar em dia a situação vacinal de quem estava fora do público principal da campanha. Entre adolescentes com mais de 15 anos, adultos e idosos, 6.415 pessoas foram vacinadas durante o sábado.
Na distribuição pelo DF, a Região de Saúde Sudoeste liderou as aplicações entre crianças e adolescentes, com 1.513 vacinados. A Região Norte veio na sequência, com 1.029.
Campanha continua
O esforço para recuperar esquemas vacinais incompletos prossegue após o Dia D. A campanha segue até 1º de setembro, tendo como prioridade crianças e adolescentes menores de 15 anos, além de públicos como gestantes e pessoas com comorbidades.
A proposta é aproveitar a ida às unidades para conferir a situação vacinal de toda a família. Segundo a gerente da Rede de Frio do DF, Tereza Luiza Pereira, mesmo quem não integra o público principal pode procurar atendimento para verificar a necessidade de novas doses.
“Estamos no período da campanha para crianças e adolescentes, mas também queremos aproveitar para fazer a atualização vacinal de toda a família. As doses estão disponíveis ao longo deste mês”, explicou.
Para ser atendido, é preciso apresentar documento válido com foto. A caderneta de vacinação também deve ser levada sempre que possível, em papel ou na versão disponível pelo Meu SUS Digital.
Atenção ao sarampo
Além de recuperar doses atrasadas, a campanha ocorre em um momento de atenção para o sarampo. O Distrito Federal não registra casos da doença neste ano, mas as ocorrências identificadas em São Paulo reforçaram a orientação para que os moradores confiram a situação vacinal antes de viajar.
Uma medida específica está sendo adotada para famílias com bebês que irão ao estado de São Paulo. Crianças de 6 a 11 meses podem receber a chamada dose zero contra o sarampo antes da viagem. A aplicação funciona como proteção adicional e não substitui as doses previstas no calendário de rotina a partir dos 12 meses.
A recomendação também se estende aos adultos. Pessoas com até 29 anos devem ter recebido duas doses contra a doença. Para quem tem entre 30 e 59 anos, a indicação é de uma dose.
Entre quem aproveitou a mobilização para reforçar a proteção da família estava Priscila Perroni, de 32 anos, grávida de 33 semanas do primeiro filho. Para ela, manter as vacinas atualizadas antes da chegada do bebê é uma preocupação que se estende, inclusive, às pessoas que terão contato com a criança. “Até para quem vier visitar o Pedro, a gente pede que tome a vacina certinho. Sabemos que, para o neném, a falta de uma vacina pode ser um risco à vida”, afirmou.
Com o Dia D encerrado, os pontos regulares da rede pública permanecem como referência para quem ainda precisa conferir a caderneta e completar o esquema de imunização antes do término da campanha.
