A governadora Celina Leão (PP) quer transformar os últimos dias do segundo turno em uma oportunidade para conquistar mais eleitores no Distrito Federal. A candidata à reeleição pediu que apoiadores intensifiquem as atividades nas ruas, com foco principalmente nos eleitores que ainda não participaram da votação. Ela também reagiu a ataques que atribui a adversários e reforçou a defesa de sua gestão.
Na avaliação de Celina, o resultado da disputa depende da participação dos eleitores, e não apenas do desempenho apontado pelas pesquisas eleitorais. Por isso, afirmou que não pretende concentrar a campanha nos levantamentos, mesmo diante dos números favoráveis divulgados durante o segundo turno. “É o eleitor que escolhe o governador, o futuro e o presente da nossa cidade”, declarou, ao convocar quem ainda não votou a participar da decisão sobre os rumos da capital.
A candidata também denunciou a circulação de panfletos com informações que considera falsas sobre o número de sua candidatura. Celina afirmou que pretende responder a esses episódios sem interromper a agenda eleitoral e prometeu manter as atividades até o último dia permitido pela legislação. “Vamos combater a mentira com a verdade e seguir trabalhando até o encerramento da campanha”, afirmou.
Na disputa pelo comando do Palácio do Buriti, Celina também usa os primeiros cinco meses à frente do governo como argumento para defender sua candidatura. Ela comparou sua administração à gestão anterior do PT e sustentou que o período foi suficiente para demonstrar capacidade administrativa e avanços na condução do Distrito Federal. “Os resultados desse período mostram nossa capacidade de trabalhar e administrar”, afirmou.
Sobre o cenário eleitoral, Celina evitou tratar a liderança nas pesquisas como resultado definitivo. Disse receber os números com humildade e ressaltou que parte do eleitorado ainda precisa ser alcançada. Por isso, defendeu a continuidade da mobilização até o fim da campanha, sem antecipar o resultado das urnas.
A candidata também rejeitou a ideia de transformar a disputa em um confronto permanente entre grupos políticos. Segundo ela, a campanha não deve ser conduzida em clima de guerra, mas com foco na apresentação de resultados e na conquista de novos votos.
A orientação aos apoiadores é manter a mobilização até o último dia de campanha. Celina avalia que pesquisas favoráveis não eliminam a necessidade de alcançar eleitores indecisos e ampliar sua base de apoio para a reeleição.
