Celina cobra execução de acordo e reafirma confiança no futuro do BRB

Governadora diz que operação deve fortalecer o banco e defende entendimento entre GDF, União e instituições financeiras

A governadora Celina Leão (PP) deixou o Supremo Tribunal Federal (STF) confiante na construção de uma saída para o Banco de Brasília (BRB). Após uma nova rodada de negociações, na quinta-feira (13), ela afirmou que há disposição para superar os entraves que ainda cercam a operação de até R$ 6,6 bilhões e reforçou que o banco permanece em funcionamento.

“O BRB está de pé”, afirmou Celina ao comentar o resultado da audiência.

A declaração foi dada após o encontro conduzido pelo ministro Luiz Fux, que reuniu representantes do Governo do Distrito Federal (GDF), da União, do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e de instituições financeiras. A reunião terminou sem a liberação imediata dos recursos, mas as negociações continuam.

Celina sustentou que a ausência de uma definição não significa que o entendimento construído anteriormente tenha sido desfeito. Segundo a governadora, existe uma decisão homologada pelo Supremo, e o trabalho, neste momento, é encontrar os meios necessários para que ela seja efetivamente cumprida. “Nós não saímos sem acordo. Temos uma primeira decisão judicial que foi conciliada e há algumas dificuldades de cumprimento”, declarou.

Durante a audiência, a governadora reforçou essa posição ao cobrar que as partes avancem no cumprimento do que foi estabelecido. Celina argumentou que o GDF já adotou medidas previstas no entendimento e defendeu que as demais instituições façam o mesmo.

A chefe do Executivo local também avaliou que a reunião permitiu esclarecer pontos que vinham dificultando as tratativas. A expectativa é que questões técnicas sejam ajustadas para aumentar a segurança da operação, sem a necessidade de desmontar o modelo negociado anteriormente.

Uma das discussões envolve o balanço financeiro do BRB, documento considerado relevante para a análise da operação. Celina defendeu que a divulgação ocorra quando o processo de capitalização estiver mais avançado. “É claro que eu quero publicar o balanço já com o empréstimo, já que eu estou em curso do empréstimo”, afirmou.

Outro ponto ressaltado pela governadora foi a forma como os recursos devem chegar ao banco. Segundo Celina, o BRB não será responsável pela contratação direta do crédito. A operação ficará a cargo do Distrito Federal e terá como finalidade reforçar o capital da instituição.

As garantias necessárias para viabilizar o negócio também permanecem entre os assuntos em discussão. A utilização de recursos relacionados ao Fundo de Participação dos Estados (FPE) e ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM) está entre os pontos debatidos pelas partes.

Ao defender uma solução, Celina destacou ainda que o futuro do BRB não envolve apenas os números da instituição. A governadora chamou a atenção para os funcionários do banco e para os possíveis reflexos sobre servidores públicos vinculados ao sistema previdenciário do Distrito Federal.

Apesar de a audiência ter terminado sem uma definição sobre os R$ 6,6 bilhões, Celina manteve o discurso de confiança. Para a governadora, o acordo continua sendo o caminho para fortalecer o BRB, e a prioridade agora é superar os obstáculos que ainda impedem sua execução.

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