Uma mudança na circulação pelo BRT Sul começa a valer nesta quinta-feira (20). Pela primeira vez, em caráter experimental, taxistas do Distrito Federal poderão utilizar o corredor exclusivo que corta Santa Maria, Gama e a Epia, no Park Way. O teste terá duração de 90 dias, até 20 de novembro.
A abertura, no entanto, não transforma o corredor em uma faixa comum para os táxis. O acesso será submetido a uma série de restrições para preservar a prioridade dos ônibus e evitar impactos na operação do transporte coletivo.
A principal diferença está na presença ou não de passageiros. Durante uma corrida, o taxista poderá utilizar o BRT Sul em qualquer horário e dia da semana. Com o veículo vazio, o acesso ficará restrito ao período entre 22h e 5h.
Mesmo quando estiver autorizado a entrar, o táxi deverá usar o corredor apenas para deslocamento. O motorista não poderá parar em estações, terminais ou pátios, nem realizar embarques e desembarques dentro da faixa exclusiva. Passageiros terão de entrar ou sair do veículo antes do acesso ao corredor ou depois que o táxi deixar a via.
As áreas internas dos terminais do BRT Sul em Santa Maria, Gama e Park Way também continuarão fora dos limites para a categoria.
Outra regra envolve a velocidade. O limite será de 60 km/h no corredor, mas cairá para 30 km/h na passagem pelas estações. As ultrapassagens ficarão restritas justamente aos pontos onde existem recuos nas estações e deverão ocorrer respeitando o limite de 30 km/h.
A preocupação é impedir que a presença dos táxis comprometa a circulação dos ônibus. Por isso, os veículos deverão estar em boas condições de manutenção. Em caso de pane, acidente ou quebra, caberá ao motorista retirar a obstrução o mais rapidamente possível para liberar a pista.
Quem desrespeitar as condições estabelecidas poderá sofrer penalidades e até perder a autorização para trafegar pelo corredor exclusivo.
Teste vai medir impacto no BRT
Os três meses funcionarão como uma espécie de período de avaliação da convivência entre táxis e ônibus no mesmo espaço. Técnicos acompanharão o comportamento do sistema para verificar se a mudança interfere na segurança e no desempenho do transporte coletivo.
Entre os pontos que serão observados estão o tempo das viagens do BRT, a pontualidade e a regularidade das linhas, a fluidez e a capacidade do corredor, eventuais alterações no consumo de combustível e a movimentação nas proximidades das estações.
Ao fim da experiência, os dados reunidos deverão indicar se há condições para manter os táxis no corredor de forma permanente ou se a autorização deverá ser encerrada.
O BRT Sul entrou em operação em junho de 2014 e, desde então, o corredor é destinado aos ônibus do sistema. A estrutura é um dos principais eixos de transporte entre Gama, Santa Maria e o Plano Piloto, atendendo dezenas de milhares de passageiros diariamente.
