Mais de 50 mil pessoas prestigiam início do Festival da Consciência Negra no DF

Três dias de programação celebram arte, identidade e representatividade afro-brasileira

O Distrito Federal deu início a mais uma edição do Festival da Consciência Negra, reunindo dezenas de milhares de pessoas na área externa do Museu Nacional. O evento é considerado um dos principais espaços de promoção da cultura afro-brasileira, misturando música, arte, gastronomia e debates sobre identidade e igualdade racial.

A programação gratuita, que se estende por três dias, trouxe atrações para todas as idades. Ao longo do dia, visitantes puderam assistir a apresentações de capoeira, oficinas para crianças, exposições sobre a história e a cultura negra e atividades que celebram a estética afro, como tranças, penteados e turbantes.

O festival também serviu como espaço de reflexão. Na Tenda Muntu, painéis com educadores e especialistas abordaram temas como o papel das mulheres negras na educação e estratégias para promover equidade social. Estudantes e professores da rede pública participaram ativamente, destacando a importância do evento para além do entretenimento.

Segundo Claudio Abrantes, secretário da Secec-DF, o festival é “uma celebração da memória e da força da cultura afro-brasileira, que reforça o compromisso com a igualdade racial e o respeito à diversidade”.

Nos palcos, a diversidade artística marcou presença. O Palco Brasilidades, voltado a artistas locais, reuniu música, dança e performances de expressão corporal, incluindo apresentações de Ballroom, que conectam arte e representatividade LGBTQIA+ negra. Já a Arena Lydia Garcia trouxe shows de artistas nacionais, com destaque para Ludmilla e Alexandre Pires, que animaram o público com hits e novidades musicais.

A feira de artesanato e a praça de alimentação reforçaram a economia criativa, com produtos culturais e culinária de matriz africana movimentando o espaço durante todo o dia.

O festival segue até sábado, com atrações que incluem oficinas, cortejos culturais, apresentações musicais e debates sobre identidade, estética e história afro-brasileira. Toda a programação é aberta ao público e pode ser conferida pelo perfil oficial @consciencianegradf.

Últimas