A produção de medicamentos injetáveis utilizados no tratamento da obesidade entrou no radar da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que intensificou a fiscalização sobre farmácias de manipulação estéreis responsáveis pela fabricação dos chamados agonistas do receptor GLP-1, conhecidos popularmente como “canetas para emagrecer”.
Em 2026, a agência realizou 33 inspeções em estabelecimentos que produzem esses medicamentos. As ações têm como objetivo verificar o cumprimento das normas sanitárias exigidas para a manipulação de produtos injetáveis, que demandam cuidados específicos devido aos riscos associados à fabricação e ao uso.
Do total de fiscalizações realizadas, 14 contaram com a participação da Polícia Federal. Segundo a Anvisa, as operações seguem em andamento e não houve redução das ações durante o primeiro semestre.
A agência informou que uma interrupção de 15 dias registrada em junho ocorreu exclusivamente para a implementação de um novo Procedimento Operacional Padrão (POP), criado para aprimorar os processos de fiscalização e orientar a atuação dos servidores envolvidos nas inspeções.
O novo procedimento estabelece critérios e diretrizes para tornar as avaliações mais padronizadas, eficientes e rigorosas, garantindo maior uniformidade na análise das condições de produção dos medicamentos.
Com o aumento da procura por tratamentos da classe GLP-1, a Anvisa afirma que a estratégia é concentrar esforços em pontos considerados mais sensíveis, ampliando o monitoramento sobre a fabricação desses produtos e buscando assegurar maior proteção aos pacientes que utilizam os medicamentos.
A medida ocorre em meio ao crescimento da demanda por medicamentos utilizados no combate à obesidade, cenário que tem levado órgãos reguladores a reforçar o acompanhamento sobre a qualidade, a segurança e a regularidade da produção.
