Eleições no DF terão vigilância aérea com 15 drones da Polícia Militar

Equipamentos serão usados para identificar possíveis crimes eleitorais, transmitir imagens ao vivo e orientar o deslocamento das equipes policiais no domingo (25/10)

A experiência do primeiro turno levou a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) a apostar no monitoramento aéreo para reforçar a segurança das eleições deste domingo (25). Ao todo, 15 drones serão empregados em áreas de votação do DF para auxiliar na identificação de possíveis crimes eleitorais, como boca de urna e distribuição de santinhos, além de acompanhar situações que exijam intervenção policial.

A definição dos pontos que receberão atenção especial considerou as ocorrências registradas na primeira etapa da votação. A corporação realizou o levantamento em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para identificar locais que demandam maior vigilância, levando em conta o histórico criminal e o fluxo de eleitores.

De acordo com a major Talita, o planejamento busca concentrar os recursos nos locais mais sensíveis, de forma a ampliar a capacidade de resposta das equipes durante o pleito. A estratégia foi apresentada nesta quarta-feira (21/10), durante uma demonstração promovida pelo Batalhão de Aviação Operacional (Bavop), na sede da unidade.

A tecnologia também deve ajudar a reduzir o tempo gasto na apuração de denúncias. No primeiro turno, a PMDF recebeu pelo menos 60 relatos de possíveis irregularidades, dos quais sete foram confirmados. Com as imagens captadas pelos equipamentos, os policiais podem verificar o que está acontecendo antes de direcionar uma viatura ao local.

O monitoramento aéreo permite acompanhar as ocorrências em tempo real e repassar informações às equipes que fazem o patrulhamento nas ruas. Segundo a major, esse recurso contribui para organizar o emprego das viaturas e evitar deslocamentos desnecessários quando a denúncia não corresponde a uma infração.

A frota prevista para a operação reúne três tipos de aeronaves: Mavic 3T, de pequeno porte; Matrice 30T, de porte intermediário; e Matrice 400RTK, de grande porte. O modelo maior pode operar a uma distância de até 10 quilômetros e registrar imagens nítidas mesmo de pontos afastados. Conforme a corporação, o aparelho custa aproximadamente R$ 250 mil.

Durante a apresentação realizada nesta quarta-feira, o tenente Gutemberg demonstrou o alcance do equipamento e explicou que a qualidade das imagens permite observar estruturas distantes. Como exemplo, citou a possibilidade de decolar do Guará II e visualizar a Torre de TV.

Os drones ainda dispõem de câmeras infravermelhas, que identificam fontes de calor e podem auxiliar na localização de pessoas durante perseguições ou tentativas de fuga. Os aparelhos também utilizam um sistema de laser invisível para marcar pontos de interesse e enviar coordenadas precisas às equipes terrestres.

Com a localização transmitida diretamente aos policiais, o atendimento pode ser direcionado ao ponto exato em que há suspeita de irregularidade. A ferramenta, segundo Gutemberg, amplia a integração entre o monitoramento aéreo e o trabalho realizado pelas viaturas.

A PMDF reforça, no entanto, que os drones não substituirão a atuação presencial dos militares. O policiamento continuará distribuído pelos locais de votação durante o segundo turno, enquanto os equipamentos funcionarão como apoio para identificar ocorrências e orientar as equipes responsáveis pelo atendimento.

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