Situações como conflitos, furtos, quedas, aglomerações e acessos indevidos podem ser identificadas em tempo real dentro de hospitais e unidades de pronto atendimento (UPAs) do Distrito Federal. O acompanhamento é feito por uma central que funciona de forma ininterrupta e auxilia as equipes responsáveis pela segurança das unidades.
O sistema reúne imagens do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), do Hospital do Sol Nascente e das 13 UPAs. A operação ocorre 24 horas por dia, sete dias por semana.
Na central, operadores acompanham a movimentação em diferentes pontos das unidades, incluindo áreas internas e externas, entradas e saídas. O trabalho busca identificar comportamentos ou ocorrências que estejam fora da rotina e possam exigir uma resposta das equipes que atuam no local.
Quando uma situação chama a atenção, as imagens são analisadas para confirmar o que está acontecendo. Se houver necessidade de intervenção, a informação é encaminhada à equipe de segurança ou aos profissionais da própria unidade.
O monitoramento permite ainda informar onde a ocorrência foi registrada e, dependendo das imagens disponíveis, acompanhar o deslocamento das pessoas envolvidas. Mesmo depois do acionamento das equipes, os operadores continuam observando a situação.
A central atua como suporte aos profissionais presentes nos hospitais e UPAs. Com as informações transmitidas em tempo real, as equipes podem localizar mais rapidamente uma ocorrência e verificar o caso antes que a situação se agrave.
A tecnologia também integra a operação. Recursos de inteligência artificial são utilizados para detectar determinadas situações e emitir alertas aos operadores. A avaliação, no entanto, passa por um profissional antes que qualquer medida seja tomada.
O sistema acompanha ainda mecanismos destinados ao controle de entrada e circulação em espaços específicos, como catracas eletrônicas e sistemas de identificação facial.
Nos casos que demandam a atuação dos órgãos de segurança pública, a central mantém integração com as forças do Distrito Federal, facilitando a comunicação e o compartilhamento das informações necessárias para o atendimento da ocorrência.
As imagens não ficam disponíveis de forma irrestrita. O acesso é reservado a profissionais autorizados e segue normas de segurança, confidencialidade e proteção de dados. Solicitações feitas pela polícia, pelo Ministério Público ou pela Justiça também precisam cumprir os procedimentos formais estabelecidos para a liberação das gravações.
