A recuperação do Banco de Brasília (BRB) passa pelo reforço do caixa da instituição e pelo redirecionamento de sua atuação para o Distrito Federal, na avaliação da governadora e candidata à reeleição Celina Leão (PP). Em sabatina na Rádio Metrópoles, ela descartou a possibilidade de quebra do banco e afirmou que alternativas para superar o atual momento estão sendo negociadas.
Celina relatou que as tratativas incluem conversas com instituições financeiras, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e o Banco Central. Uma das possibilidades apresentadas é a obtenção de um empréstimo junto ao FGC para capitalizar o BRB.
Ao analisar os problemas enfrentados pela instituição, a governadora criticou a estratégia de ampliar a presença do banco para além do Distrito Federal. Para Celina, a tentativa de dar dimensão nacional ao BRB foi um “erro crasso” e contribuiu para afastar a instituição de sua vocação regional.
A avaliação é de que o banco deve voltar a ter participação mais direta no desenvolvimento econômico da capital, especialmente por meio da oferta de crédito a pequenos empreendedores e do financiamento de obras de infraestrutura e projetos locais.
Nesse contexto, Celina afirmou que pretende ampliar as opções de financiamento para quem mantém pequenos negócios. Entre as iniciativas mencionadas está uma linha destinada à aquisição de “tuk-tuks”, que poderiam substituir carroças utilizadas por trabalhadores no DF. Cerca de 500 carroceiros cadastrados poderiam ser beneficiados pela medida.
A governadora também relacionou a situação atual do BRB aos negócios realizados com o Banco Master. Segundo ela, providências já foram adotadas para reorganizar a instituição, entre elas mudanças na direção e a realização de auditorias.
Celina afirmou que qualquer irregularidade eventualmente encontrada nesse processo deverá ser comunicada às autoridades competentes para apuração. Assuntos relacionados às operações do banco também foram levados ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O contrato de patrocínio do BRB com o Flamengo também entrou na discussão durante a entrevista. Celina avaliou que a parceria não está entre os principais problemas da instituição e defendeu que a exposição proporcionada pelo clube contribuiu para tornar a marca conhecida nacionalmente e atrair novos clientes.
A governadora acrescentou que o apoio ao futebol não deveria ficar restrito a equipes de fora de Brasília. Ao recordar sua passagem pela Secretaria de Esporte, afirmou que atuou para ampliar os recursos destinados ao futebol do Distrito Federal e citou os R$ 6 milhões direcionados ao Candangão.
Para Celina, a saída para o BRB está menos na busca por presença nacional e mais na retomada de uma atuação conectada às necessidades do Distrito Federal, com crédito e financiamento voltados à atividade econômica e aos projetos da própria capital.
