A rede pública de saúde do Distrito Federal deve ganhar novas unidades e reforço no quadro de profissionais como parte da estratégia do governo para ampliar a capacidade de atendimento. A governadora Celina Leão apresentou medidas que envolvem sete novas UPAs, cinco hospitais, investimentos de quase R$ 100 milhões e mudanças na gestão dos serviços.
A expansão das Unidades de Pronto Atendimento está entre as principais frentes. A estimativa apresentada pela governadora é de que as sete estruturas ampliem a cobertura para aproximadamente 700 mil pessoas. Cinco devem ser entregues até 2026, enquanto as unidades previstas para Arapoanga e Estrutural têm conclusão projetada para o início de 2027.
O planejamento também prevê cinco novos hospitais. Dois já estão em construção, e outros três contam com contratos assinados. Paralelamente às obras, o governo prepara investimentos nos 18 hospitais que atualmente integram a rede pública do DF.
Cerca de R$ 100 milhões deverão ser direcionados a essas unidades, de acordo com as necessidades identificadas em cada uma. Os recursos envolvem desde reformas até a aquisição de novos equipamentos. Tomógrafos, salas cirúrgicas e unidades de terapia intensiva (UTIs) estão entre as estruturas que vêm recebendo melhorias.
A ampliação física da rede ocorre em paralelo ao reforço das equipes. Mais de 600 profissionais foram contratados desde o início da gestão. Primeiro, houve a convocação de 114 médicos. Depois, um novo chamamento alcançou outros 500 trabalhadores da área.
Para Celina, aumentar o número de servidores passa também pela capacidade do setor público de competir com a iniciativa privada. A avaliação é de que melhores remunerações e condições de trabalho precisam acompanhar as contratações para reduzir o déficit de profissionais e tornar a rede mais atrativa.
Outro problema acompanhado pela gestão é o absenteísmo. Conforme dados do painel de monitoramento mencionados pela governadora, as ausências de servidores podem chegar a 40% às segundas-feiras, afetando a composição das equipes disponíveis para os atendimentos.
Além das medidas voltadas às emergências e aos hospitais, o governo pretende reforçar a atenção básica. A estratégia é aumentar a capacidade de atendimento nas unidades mais próximas da população e evitar que demandas que podem ser resolvidas nesse nível acabem pressionando serviços de maior complexidade.
A modernização da gestão completa o conjunto de ações. Atualmente, a rede de saúde utiliza diferentes plataformas para armazenar e consultar informações. A proposta é integrar 22 sistemas em uma única estrutura digital, permitindo que os profissionais tenham acesso mais rápido ao prontuário eletrônico dos pacientes em diferentes pontos da rede.
Com obras, contratações, novos equipamentos e integração tecnológica, o governo trabalha com medidas de curto, médio e longo prazos. A intenção é aumentar a capacidade de atendimento enquanto avança na solução de problemas estruturais da saúde pública do Distrito Federal.
