Centenas de pessoas se reuniram neste domingo (1º de fevereiro de 2026) na Avenida Paulista, em São Paulo, para protestar contra a morte do cão comunitário Orelha e cobrar justiça.
O ato ocorreu em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP), tradicional ponto de manifestações na capital paulista, iniciando por volta das 10h.Orelha, um vira-lata que vivia na Praia Brava, em Florianópolis (SC), e era cuidado por moradores locais, foi vítima de agressões graves em 4 de janeiro.
O animal foi encontrado em estado agonizante, levado a uma clínica veterinária, mas não resistiu aos ferimentos e foi submetido à eutanásia no dia seguinte.
Quatro adolescentes são investigados pela Polícia Civil de Santa Catarina como suspeitos do espancamento.Os manifestantes carregaram cartazes com frases como “Justiça por Orelha”, “Chega de impunidade” e imagens do cão, além de entoarem palavras de ordem contra maus-tratos a animais.
Muitos participantes levaram seus próprios cães de estimação ao protesto. A Polícia Militar estimou cerca de mil pessoas no ato, que incluiu uma caminhada pela avenida em direção ao bairro do Paraíso.
O protesto integrou uma mobilização nacional, com atos semelhantes em outras capitais, como Florianópolis, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Vitória. Parte dos manifestantes também defendeu a redução da maioridade penal, atualmente em 18 anos, argumentando que os suspeitos, adolescentes, precisam de responsabilização mais rigorosa por crime hediondo.
O caso ganhou repercussão nacional, transformando Orelha em símbolo da luta contra a crueldade animal e impulsionando debates sobre leis de proteção aos animais e punições a menores infratores.
